quarta-feira, 4 de junho de 2008

Tv...

Esse depoimento é de cunho pessoal mas não necessariamente individual pois trocamos constantemente com os meios de comunicação, e sei, cada um se relaciona de um jeito.

Eu por exemplo; assistir tv aberta é como cortar o cabelo e se arrepender, é como ter fome mas não saber o que comer, é como viajar de avião e confirmar que nuvens não são feitas de algodão...ai que decepção!

Mas, hoje o que critico mesmo são os conteúdos da tv aberta, pois como diz Umberto Eco:"Um bom programa educacional de tv pode explicar genética melhor que um livro". (Da Internet a Gutenberg; conferência apresentada em 1996.)

Pois bem, com certeza um filme pode ser mais interessante até mesmo do que um professor explicando genética, mas, enfim, essa escolha por não assistir tv é também um ato de resistência contra um fluxo alienante e que evidentemente não é apenas o papel da tv, mas da nossa sociedade consumista, eu como parte dela critico mas tb contribuo, ou seja sofro com a síndrome da fragmentação, (critico a tv mas uso o computador, não quero me tornar um Amisch...rsrsrs), mas tento buscar uma vida mais saudável mais independente do sistema e tenho certeza de que é possível viver feliz com necessário. (Querer menos para ser mais).

E acho mesmo que meu desafio maior é conviver com a diversidade. Pois entendo que a indústria cultural se dispõe a acentuar cada vez mais o censo comum , é aí pra mim que mora o cerne da revolução da humanidade, só na relação com o outro vou ter a certeza dessa harmonia na diversidade e acredito que essa revolução não será televisionada.

Essa é uma via de entendimentto enquanto ser no mundo que está em desenvolvimento e nem sempre foi assim , pois na minha infância a tv aberta foi uma companheira e tanto, pesquisei alguns personagens que gostava e encontrei um seriado que quase chorei de tanta alegria ao rever Punk, A levada da breca..alguém assistia?
(As imagens e o link do you tube estão no final do blog)