"A hora da estrela" é o penúltimo romance e último livro publicado em vida pela escritora ucraniana naturalizada brasileira Clarice Lispector.
Publicado em 1977, ano de sua morte, o romance conta as desventuras da alagoana Macabéia que migra para o Rio de Janeiro.
Entretanto antes de ser uma obra sobre a vida de uma retirante na cidade grande, A hora da estrela é uma reflexão sobre o papel do escritor na sociedade moderna.
fonte:wikipédia
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Universo Lispectoriano III
Macabéia é um sopro.Não se fixa, escapa do meu entendimento, só se constitui através dos olhares humanos de seu círculo de convivência, onde a nomeiam como vazia, feia, corpo murcho, tola, etc.
Tamanha ingenuidade de um ser humano, coitada dessa moça, sinto compaixão dela.Aos poucos vai se desconfigurando, ficando quase que como uma flor pisotiada.Até desaparecer!
E o que permanece?A crueldade, o desprezo, o preconceito, o poder, o querer, tudo isso é que se estabiliza , permanece?
Talvez não por muito tempo.Talvez isso que deva escapar da natureza humana.
Tamanha ingenuidade de um ser humano, coitada dessa moça, sinto compaixão dela.Aos poucos vai se desconfigurando, ficando quase que como uma flor pisotiada.Até desaparecer!
E o que permanece?A crueldade, o desprezo, o preconceito, o poder, o querer, tudo isso é que se estabiliza , permanece?
Talvez não por muito tempo.Talvez isso que deva escapar da natureza humana.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Universo Lispectoriano II
O centro emanador de idéias é a fé, a imaginação e a urgência de criar que Clarice tem.
Acho que o grande desafio é olhar para o mundo não com os olhos mas com a alma.
Ela não cria nada, ela apenas escuta a realidade...é simples assim, ela parte do que já existe, tanto na realidade como em si, (...)o que vou escrever já deve estar na certa de algum modo escrito em mim.(...)
Isso me diz que é necessário tempo de vida para escrever com esse nível de profundidade dela mas, e a imaginação como faço para desenvolver?
A imaginação é consequência da poética do meu olhar perante a realidade?
Acho que o grande desafio é olhar para o mundo não com os olhos mas com a alma.
Ela não cria nada, ela apenas escuta a realidade...é simples assim, ela parte do que já existe, tanto na realidade como em si, (...)o que vou escrever já deve estar na certa de algum modo escrito em mim.(...)
Isso me diz que é necessário tempo de vida para escrever com esse nível de profundidade dela mas, e a imaginação como faço para desenvolver?
A imaginação é consequência da poética do meu olhar perante a realidade?
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Universo Lispectoriano I
Comecei a leitura do livro, A Hora da Estrela- Clarice Lispector.
Logo no íncio do livro tive a sensação de que ela estava ali comigo, e seus inquietantes porques acerca de sua existência seriam uma ponte de diálogo entre eu e ela.
"A verdade é sempre um contato interior e inexplicável. " pg.9
Acho que não tenho como conversar com Clarice se não dialogar com minhas verdades e necessidades humanas.
(...)que cada um a reconheça em si mesmo porque todos nós somos um(...)pg.10
(...)o que escrevo é mais que invenção, é minha obrigação contar sobre essa moça entre milhares delas. É dever meu, nem que seja de pouca arte, o de revelhar-le a vida.
Assim como ela, quero descrever um fato que me ocorreu durante a leitura.
Comecei a ler Clarice numa praça em frente ao meu prédio, uma praça que não tem nada de verde, e é cercado por prédios.
Mas o fato é que ao me dispersar e olhar para o lado vi um gari, voltei a olhar fixamente, mas disfarçadamente...pois nunca tinha visto um jovem gari!
Ele se aproximou e perguntou algo, nem lembro... mas não me contive e já fui logo perguntando qual era sua idade, ele respondeu- tenho 19 !
Confesso que senti um pequeno desconforto, aí, bem, aí ficamos em silêncio por alguns instantes, eu olhava para o céu azul de um lado e ele do outro.
Rompendo com o silêncio ele me perguntou que faculdade estava fazendo, eu disse- Pedagogia- ele falou que tinha dificuldade em português, tal como se eu fosse uma professora , eu disse que também, ele ria se apoiando na vassoura.
Onde vc mora? perguntei.
Na zona leste, mas faço cursinho aqui perto , quando acabo o serviço fico estudando no quartinho que guardamos os instrumentos de trabalho e depois vou para o cursinho, e só chego em casa ás 23hs.
Perguntei a ele por que estava trabalhando como gari, ele me respondeu que estava investindo nele.(Aqui também senti um desconforto)
Mas antes que eu fizesse outra pergunta, ele me perguntou se só era possível abrir um crediário a partir de 6 meses empregado, como haviam lhe informado eu respondi que provavelmente, mas porque?
-Estou querendo comprar um computador, é que vou prestar ciências da computação mas não tenho o computador
Aí comprendi a finalidade de estar como gari.
Dei a idéia de montar seu próprio computador, disse a ele que poderia dar a cpu, já que tenho uma em casa sem uso, sem destino.Ele ficou Feliz e agradeceu timidamente.
Sabe, gostei de conhecer aquele garoto, não só gostei como ele também me inspirou a escrever esse encontro aqui no blog, e logo que voltei à leitura vi que tinha parado exatamente na parte em que Clarice conta que a jovem também tem 19 anos. pg.14
Passei meu telefone para ele para combinarmos o melhor dia para ele vir buscar uma parte do seu futuro computador.
E finalmente nos apresentamos- eu sou Thiane com h e ele tyago com y
Espero que dê Certo!
Logo no íncio do livro tive a sensação de que ela estava ali comigo, e seus inquietantes porques acerca de sua existência seriam uma ponte de diálogo entre eu e ela.
"A verdade é sempre um contato interior e inexplicável. " pg.9
Acho que não tenho como conversar com Clarice se não dialogar com minhas verdades e necessidades humanas.
(...)que cada um a reconheça em si mesmo porque todos nós somos um(...)pg.10
(...)o que escrevo é mais que invenção, é minha obrigação contar sobre essa moça entre milhares delas. É dever meu, nem que seja de pouca arte, o de revelhar-le a vida.
Assim como ela, quero descrever um fato que me ocorreu durante a leitura.
Comecei a ler Clarice numa praça em frente ao meu prédio, uma praça que não tem nada de verde, e é cercado por prédios.
Mas o fato é que ao me dispersar e olhar para o lado vi um gari, voltei a olhar fixamente, mas disfarçadamente...pois nunca tinha visto um jovem gari!
Ele se aproximou e perguntou algo, nem lembro... mas não me contive e já fui logo perguntando qual era sua idade, ele respondeu- tenho 19 !
Confesso que senti um pequeno desconforto, aí, bem, aí ficamos em silêncio por alguns instantes, eu olhava para o céu azul de um lado e ele do outro.
Rompendo com o silêncio ele me perguntou que faculdade estava fazendo, eu disse- Pedagogia- ele falou que tinha dificuldade em português, tal como se eu fosse uma professora , eu disse que também, ele ria se apoiando na vassoura.
Onde vc mora? perguntei.
Na zona leste, mas faço cursinho aqui perto , quando acabo o serviço fico estudando no quartinho que guardamos os instrumentos de trabalho e depois vou para o cursinho, e só chego em casa ás 23hs.
Perguntei a ele por que estava trabalhando como gari, ele me respondeu que estava investindo nele.(Aqui também senti um desconforto)
Mas antes que eu fizesse outra pergunta, ele me perguntou se só era possível abrir um crediário a partir de 6 meses empregado, como haviam lhe informado eu respondi que provavelmente, mas porque?
-Estou querendo comprar um computador, é que vou prestar ciências da computação mas não tenho o computador
Aí comprendi a finalidade de estar como gari.
Dei a idéia de montar seu próprio computador, disse a ele que poderia dar a cpu, já que tenho uma em casa sem uso, sem destino.Ele ficou Feliz e agradeceu timidamente.
Sabe, gostei de conhecer aquele garoto, não só gostei como ele também me inspirou a escrever esse encontro aqui no blog, e logo que voltei à leitura vi que tinha parado exatamente na parte em que Clarice conta que a jovem também tem 19 anos. pg.14
Passei meu telefone para ele para combinarmos o melhor dia para ele vir buscar uma parte do seu futuro computador.
E finalmente nos apresentamos- eu sou Thiane com h e ele tyago com y
Espero que dê Certo!
quinta-feira, 1 de maio de 2008
ESCREVER são como as fases da LUA
No ínicio tudo é novo
Depois cresce
Até que fico de saco cheio
E então, míngua.
Depois cresce
Até que fico de saco cheio
E então, míngua.
Assinar:
Postagens (Atom)
